terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
SABADO: plantao desde as 8 da matina, festa infantil em buffet em Moema ä noite (sim, agora fazem festas infantis ate 23h - e eu fazendo hora no shopping pra busca-los).
DOMINGO: feira de manha, lavar roupa da semana, festa infantil em buffet na Penha (e eu provalvemente farei hora no shopping Penha)....Já estou o pó da rabiola antes do final de semana acabar...torcendo pra chegar segunda-feira..rs
(postado no Facebook - 17/2/2013)
balança velha
Laura, esta manhã:
-- Nossa mãe, voce emagreceu!
--Não filha, pior que não. Eu pesei hoje e estou com o mesmo peso.
-- Ah, mas acho que é porque a balança ainda está acostumada com o seu peso antigo.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Lala e Santi fazem logo 8 anos. Nao que tenham pressa. Mas é que nessa época nada espera. Dentes, ossos, mente, tudo quer se expandir, conquistar. Os dois já trocaram os dentes principais e se preparam para usar aparelho móvel. Estão altos, com mais de 1,40m e magros. A imagem de crianças gorduchas, Budinhas, só no álbum de fotos.
Santiago e Laura falam inglês fluente, mas percebo que perderam um pouco já desde que voltaram ao Brasil, há dois meses. Por outro lado, estão indo muito bem no português e o boletim deles dá gosto de ver.
Já não falam nada errado. Então, quando surge alguma palavra torta confesso que acho bonitinho, mas sei que tenho que corrigir. Eles falam tudo certo e de repente vem ..."daí, eu Atropecei..." Fofo demais. Mas acho que aprenderam o certo. mas não tenho certeza, porque não tropeçaram de novo.
Aos 7 anos, meus filhos me enchem de orgulho e gratidão. Disse, digo e repito. Não se trata apenas de ser mãe, mas sim ao fato de poder conviver com duas pessoas tão lindas, amorosas, inteiras.
Outro dia alguém me disse para voltar a escrever no blog. Francamente não sei se consigo. Parecia mais fácil replicar aqui as gracinhas que faziam quando ainda aprendiam a falar, andar e a fazer as coisas sozinhos. Agora estão tão independentes, tateiam o mundo de modo tão intenso, que temo ficar no raso ao abordar o universo tão profundo que eles têm gana em descobrir. Ou eu é que vejo complexidade onde não há?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Pesadelo
Santi me contando que às vezes vai para a cama da Lala pq tem pesadelo.
- E qual foi o pesadelo de hoje Santi?
- Com o King Kong.
- E antes, que outros pesadelos teve?
-Com o lobo. E também com o dinossauro e o tubarão martelo.
- E qual foi o pesadelo de hoje Santi?
- Com o King Kong.
- E antes, que outros pesadelos teve?
-Com o lobo. E também com o dinossauro e o tubarão martelo.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Porque voltei (ao blog)
Pois é, fazia tempo que sabia que devia voltar a escrever. Devia porque acho muita pena me dedicar tantos anos a um blog e depois abandoná-lo, deixá-lo órfão. O que me incentivou foi minha amiga querida Célia Froufe dizer que tinha feito um blog, um blog para o sobrinho-afilhado que está prestes a nascer dela. Minha surpresa foi tanta que pensei: se a Célia, que nunca imaginei que faria um blog pra bebê e trabalha que nem uma camela em Brasília, arrumou tempo para um blog tenho que tomar vergonha e retomar o meu. Até porque ela me cita no primeiro post. 'É, Lu, mas faz cinco meses que voce nao escreve!", veio ela me chamando na chincha(ou xinxa?). Daí vi que tinha que retomar. No mínimo pra nao comer poeira, pq o blog dela tá bem legal, ela mostra realmente como está entusiasmada com o afilhado Matheo, e se inveja é uma m..., como ela mesmo disse, eu fiquei mordida depois que vi um blog tao caprichado (precisam ver o design, super profissa feito pelo maridao). Então é isso, espero que seja uma volta, volta, não como essas matriculas que faço na Academia e nunca vou. E Célia, vou colocar seu blog aqui, pode?
Brasil - Nova York 2
Lala e Santi chegaram em Nova York em março, trazidos pelo papai Tony, um mes exatamente após eu ter chegado aqui com a Alice. Fazia muito frio, mas não nevava mais. Tinhamos alugado um apartamento no Harlem, que estava completamente vazio quando eles chegaram. Tinha apenas uns copos, pratos, um colchai inflavel e dois sleeping bags. Eles correram de um lado para o outro do apartamento, escolheram o quarto que queriam e não tardou até que a vizinha de baixo, Luz, viesse tocar a campainha, se apresentar e dizer que o barulho estava demais. Isso no primeiro dia. Quanta intolerância! Mas acabei indo com a cara da Luz e depois de mais algumas campainhadas e reclamações, viramos vizinhas cordiais. Nos primeiros dias Laura reclamou bastante e pedia para voltarmos para o Brasil.
- Porque a gente tinha que vir para cá mãe? Vamos voltar pro Brasil? Vamos para casa rosa?
Meu coração ficava em pedaços cada vez que ela dizia isso. Nos dias e semanas seguintes a casa foi ganhando móveis, uma cara e eles foram ficando mais animados. Ainda assim, falavam todo o tempo dos amigos do Brasil. Aqui, nenhum amigo. E não consegui colocá-los na escola. Só em setembro. Então de março até agora ficaram em casa. Agora no verão foram varias vezes passar o dia no "Summer camp", que é um curso de férias, nao necessariamente acampamento. Mesmo antes disso, estavam fazendo aulas de artes aos sábados, tinham a companhia de vez em quando da Eliana Márcia, que é a babysitter cantora que minha amiga Chris me recomendou e que é ótima, energia boa e eles a adoram!! Além disso tb sempre brincaram bem entre eles e isso ficou mais forte aqui. Às vezes dá para levá-los ao parque, mas quando não dá e eles ficam em casa, ficam de boa tb, pq aprenderam a se divertir mais ainda juntos.
Não é que não tenham as briguinhas. Eles tem várias vezes ao longo do dia. Geralmente a Lala irrita o Santi, que é um serzinho facilmente irritável e daí ele parte para cima. E ela chora. E ele fica de castigo. Ou então ele se nega a fazer algo que se pede ou reclama da comida e vai de castigo de novo. Mas isso atribuo mais à fase da idade do que a estar aqui. Mas pode ser um pouco de tudo.
Lala já perdeu tres dentinhos em NY, o que significam US$ 3, pois a fada do dente coloca US$ 1 por dente, que a Lala coloca em uma caixinha embaixo do travesseiro. O Santi nao perdeu nenhum dente até agora (a Lala uns 5) e isso tb irrita ele, pq ele quer que caiam logo.
Eles tambem melhoraram bastante no ingles, mesmo nao indo na escola, nao tenho amigos e falando portugues em casa. Eles treinavam nas aulas de arte, summer camp e com os filmes que assistem na TV e no cinema. Estao indo bem, entendem bastante e começam a se soltar para falar.
E hoje foram para Portugal com o pai, passar duas semanas de férias...
- Porque a gente tinha que vir para cá mãe? Vamos voltar pro Brasil? Vamos para casa rosa?
Meu coração ficava em pedaços cada vez que ela dizia isso. Nos dias e semanas seguintes a casa foi ganhando móveis, uma cara e eles foram ficando mais animados. Ainda assim, falavam todo o tempo dos amigos do Brasil. Aqui, nenhum amigo. E não consegui colocá-los na escola. Só em setembro. Então de março até agora ficaram em casa. Agora no verão foram varias vezes passar o dia no "Summer camp", que é um curso de férias, nao necessariamente acampamento. Mesmo antes disso, estavam fazendo aulas de artes aos sábados, tinham a companhia de vez em quando da Eliana Márcia, que é a babysitter cantora que minha amiga Chris me recomendou e que é ótima, energia boa e eles a adoram!! Além disso tb sempre brincaram bem entre eles e isso ficou mais forte aqui. Às vezes dá para levá-los ao parque, mas quando não dá e eles ficam em casa, ficam de boa tb, pq aprenderam a se divertir mais ainda juntos.
Não é que não tenham as briguinhas. Eles tem várias vezes ao longo do dia. Geralmente a Lala irrita o Santi, que é um serzinho facilmente irritável e daí ele parte para cima. E ela chora. E ele fica de castigo. Ou então ele se nega a fazer algo que se pede ou reclama da comida e vai de castigo de novo. Mas isso atribuo mais à fase da idade do que a estar aqui. Mas pode ser um pouco de tudo.
Lala já perdeu tres dentinhos em NY, o que significam US$ 3, pois a fada do dente coloca US$ 1 por dente, que a Lala coloca em uma caixinha embaixo do travesseiro. O Santi nao perdeu nenhum dente até agora (a Lala uns 5) e isso tb irrita ele, pq ele quer que caiam logo.
Eles tambem melhoraram bastante no ingles, mesmo nao indo na escola, nao tenho amigos e falando portugues em casa. Eles treinavam nas aulas de arte, summer camp e com os filmes que assistem na TV e no cinema. Estao indo bem, entendem bastante e começam a se soltar para falar.
E hoje foram para Portugal com o pai, passar duas semanas de férias...
Brasil - New York City
Será que alguém consegue desconfiar porque faz tanto tempo que não escrevo? Não vou falar que é por falta de tempo, pq tempo a gente sempre arruma. Mas posso dizer que foi por cansaço e falta de inspiração. A cabeça desta mãe anda trabalha na potência máxima este ano (tipo um fusca ano 70 acelerado) e não consegue parar para ficar só contemplando e pensando numa das coisas mais fantásticas deste mundo para mim, que é ser mãe. Não deixei de ser mãe, nem coruja, mas deixei de ser a mãe blogueira porque realmente não anda rolando. Não ando escrevendo poesias, meu outro blog também está abandonado e durmo até lendo revista de fofoca, coisa que eu adoro. Ler estórias para Lala e Santi é certeza de que EU vou dormir. É sério. Eu durmo na metade. Eles já sabem. Hoje estava assistindo Elo Perdido com eles (sim, aquela série tosca dos anos 80, cujos DVDs eu comprei pq todo mundo tem um pouco de tosco) e enfim, dormi antes mesmo de os tres patetinhas da série (pai, filha e filho) conhecerem a Chaka (uma fugitiva do Planeta dos Macacos, tenho certeza). Ando cansada, cansadinha, cansadona, cansadérrima...
Mas Lala e Santi não dão trégua e são adoráveis todos os dias, dizem coisas interessantes o tempo todo, me surpreendem a todo momento.
Ora, mas porque tanto cansaço? Para quem ficou com dois bebês durante anos praticamente sozinha no dia-a-dia (o pai morando em outro país, eu solteira e a familia em outra cidade), agora qualquer coisa deveria ser melzinho na chupeta. Eu achei pelo menos. Mas não é bem assim.
Em algum ponto da minha missão Luciana-mãe, eu descobri que precisava namorar. Daí virei Luciana-mãe-namorada. No momento seguinte, as crianças sabendo andar, falar, e eu dando conta de namorar, eu resolvi voltar a olhar para minha profissão. Porque tirando mãe, já tinha sido todo o resto sozinha: Luciana-viajante, namorada, jornalista, só não tinha sido tanta coisa junta ao mesmo tempo. É bastante informação e eu não fui fabricada pela Apple ou Microsoft. Sou produção caseira do senhor Rubao e dona Marlene, com recursos limitados. Então, quando voce quer turbinar um carro modelo mais antigo tem que investir pesado.
Foram alguns anos até eu pensar: agora preciso traçar minha estratégia profissional. Como adoro fazer lista de metas e de sonhos, fiz uma profissional e daí segui um caminho não tão longo, mas dedicado. Porque não é só traçar meta profissional. É ver como ficará a Luciana-mãe-namorada-filha na história, até pra conseguir dar mais passos adiante.
Isso envolveu um trabalho intensivo de terapia, tratamentos corporais, constelação familiar, mapa numerologico, remédio antidepressivo pra acalmar a TPM (mas vamos lá, nunca é só TPM), e um punch no meu modus operandi no trabalho.
Deu certo. Teve uma seleção para correspondente e eu, 10 anos de casa, mãe de gemeos, 39 anos, tres anos com a mesma mulher, fui escolhida. Me senti o azarão, a Republica dos Camaroes vencendo a Copa do Mundo. Tá, tinha gente que falava que eu tinha chances e eu mesma achava, senao nao tinha entrado nessa, mas vamos e venhamos que não é o perfil mais comum dos correspondentes. Novos tempos. E sempre acho que podem ser ainda mais novos.
Fui escolhida e daí em diante não houve trégua para esta cabeça. Foi um sequencia, às vezes, diária, de ondas gigantescas. Nenhum tsunâme, graças a Deus. E aprendi com tudo isso que sei surfar. Tomei uns caldos, mas agora to me saindo bem nessas essas ondas.
Lala e Santi também estão se saindo super bem. E é sobre eles que vou falar a partir de agora...
Mas Lala e Santi não dão trégua e são adoráveis todos os dias, dizem coisas interessantes o tempo todo, me surpreendem a todo momento.
Ora, mas porque tanto cansaço? Para quem ficou com dois bebês durante anos praticamente sozinha no dia-a-dia (o pai morando em outro país, eu solteira e a familia em outra cidade), agora qualquer coisa deveria ser melzinho na chupeta. Eu achei pelo menos. Mas não é bem assim.
Em algum ponto da minha missão Luciana-mãe, eu descobri que precisava namorar. Daí virei Luciana-mãe-namorada. No momento seguinte, as crianças sabendo andar, falar, e eu dando conta de namorar, eu resolvi voltar a olhar para minha profissão. Porque tirando mãe, já tinha sido todo o resto sozinha: Luciana-viajante, namorada, jornalista, só não tinha sido tanta coisa junta ao mesmo tempo. É bastante informação e eu não fui fabricada pela Apple ou Microsoft. Sou produção caseira do senhor Rubao e dona Marlene, com recursos limitados. Então, quando voce quer turbinar um carro modelo mais antigo tem que investir pesado.
Foram alguns anos até eu pensar: agora preciso traçar minha estratégia profissional. Como adoro fazer lista de metas e de sonhos, fiz uma profissional e daí segui um caminho não tão longo, mas dedicado. Porque não é só traçar meta profissional. É ver como ficará a Luciana-mãe-namorada-filha na história, até pra conseguir dar mais passos adiante.
Isso envolveu um trabalho intensivo de terapia, tratamentos corporais, constelação familiar, mapa numerologico, remédio antidepressivo pra acalmar a TPM (mas vamos lá, nunca é só TPM), e um punch no meu modus operandi no trabalho.
Deu certo. Teve uma seleção para correspondente e eu, 10 anos de casa, mãe de gemeos, 39 anos, tres anos com a mesma mulher, fui escolhida. Me senti o azarão, a Republica dos Camaroes vencendo a Copa do Mundo. Tá, tinha gente que falava que eu tinha chances e eu mesma achava, senao nao tinha entrado nessa, mas vamos e venhamos que não é o perfil mais comum dos correspondentes. Novos tempos. E sempre acho que podem ser ainda mais novos.
Fui escolhida e daí em diante não houve trégua para esta cabeça. Foi um sequencia, às vezes, diária, de ondas gigantescas. Nenhum tsunâme, graças a Deus. E aprendi com tudo isso que sei surfar. Tomei uns caldos, mas agora to me saindo bem nessas essas ondas.
Lala e Santi também estão se saindo super bem. E é sobre eles que vou falar a partir de agora...
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Mudanças
Muito tempo que não escrevo.Lala e Santi estão incrivelmente lindos e gentis..sou suspeita, mas estou certa, até que me provem o contrário..rs*
Os dois estão com 5 anos e no processo da primeira mudança de casa da vida deles. Aliás, de casa, de escola, de cidade, de país. Vamos para Nova York e não sei exatamente o que isso significa para eles, mas para mim é um frio na barriga, uma preocupação em encontrar um lugar onde eles se sintam bem, felizes, que tenham com quem brincar, que estejam numa escola que gostem. Lala outro dia disse que estava triste porque ia ficar longe dos amigos e do papai. Mas daí expliquei que ela poderá ver os amigos quando viermos e fará novos amigos lá e que o papai nunca deixará de vê-los, sempre estará por perto deles onde quer que estejamos. Acho que o esforço emocional de todos valerá a pena. Lala e Santi vão ter contato com outras culturas, com a língua paterna, com realidades diferentes e realmente nasceram para ser crianças do mundo!
Os dois estão com 5 anos e no processo da primeira mudança de casa da vida deles. Aliás, de casa, de escola, de cidade, de país. Vamos para Nova York e não sei exatamente o que isso significa para eles, mas para mim é um frio na barriga, uma preocupação em encontrar um lugar onde eles se sintam bem, felizes, que tenham com quem brincar, que estejam numa escola que gostem. Lala outro dia disse que estava triste porque ia ficar longe dos amigos e do papai. Mas daí expliquei que ela poderá ver os amigos quando viermos e fará novos amigos lá e que o papai nunca deixará de vê-los, sempre estará por perto deles onde quer que estejamos. Acho que o esforço emocional de todos valerá a pena. Lala e Santi vão ter contato com outras culturas, com a língua paterna, com realidades diferentes e realmente nasceram para ser crianças do mundo!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A fada do dente
Caiu ontem o dente da Lala. Caiu não, foi tirado. Eu e Pati ficamos um tempão na função de encaixar a linha no dente e puxar. A linha saía. Pus o fio dental, mas não conseguia. Daí finalmente a Pati conseguiu. A Lala estava super de boa. Cada vez que escapava a linha, ela gargalhava. A tia Alice já tinha avisado que doía, mas era rápido. Eu contei que minha mãe tirava meus dentes assim. Ela nem chorou nem nada quando puxamos. Aliás, correu orgulhosa para ver a "janelinha" no espelho.
Quem não gostou nada foi o Santi, que foi sentar na escada de braços cruzados. "Que foi Santi? Por que tá triste?"
"É porque meu dente não quer sair. Eu queria tirar meu dente também", respondeu.
"Filho, seu primeiro dente nasceu depois do da Lala e acho que também vai demorar um pouquinho mais para cair. Se tentar tirar agora vai doer muito porque ele não está mole."
Ele continuo meio de bode, mas se conformou um pouco de que não havia nada a ser feito a não ser esperar.
Mais tarde, veio no meu quarto falar comigo: “Mãe, sabia que pode ser que caiam dois dentes meus de uma vez e daí eu vou ganhar dois presentes da fada do dente?”
“É filho, é possível.”
“É, e pode até cair também este, este, este, tudo junto!”, disse feliz.
E eu pensei: “Ai filho, tomara que não, vou vai ficar horrível!” (risos*)
O dentinho da Lala eu coloquei num potinho fechado e ela colocou embaixo do travesseiro. No meio da noite veio a fada do dente e deixou para ela R$ 1.
De manhã falei com ela por telefone.
"Então filha, quer dizer que a fada do dente te deixou dinheirinho?"
"É mãe, eu estava querendo ver, mas eu não consegui. Acho que ela é bem pequena, que nem um vagalume ou um espermatozóide".
Quem não gostou nada foi o Santi, que foi sentar na escada de braços cruzados. "Que foi Santi? Por que tá triste?"
"É porque meu dente não quer sair. Eu queria tirar meu dente também", respondeu.
"Filho, seu primeiro dente nasceu depois do da Lala e acho que também vai demorar um pouquinho mais para cair. Se tentar tirar agora vai doer muito porque ele não está mole."
Ele continuo meio de bode, mas se conformou um pouco de que não havia nada a ser feito a não ser esperar.
Mais tarde, veio no meu quarto falar comigo: “Mãe, sabia que pode ser que caiam dois dentes meus de uma vez e daí eu vou ganhar dois presentes da fada do dente?”
“É filho, é possível.”
“É, e pode até cair também este, este, este, tudo junto!”, disse feliz.
E eu pensei: “Ai filho, tomara que não, vou vai ficar horrível!” (risos*)
O dentinho da Lala eu coloquei num potinho fechado e ela colocou embaixo do travesseiro. No meio da noite veio a fada do dente e deixou para ela R$ 1.
De manhã falei com ela por telefone.
"Então filha, quer dizer que a fada do dente te deixou dinheirinho?"
"É mãe, eu estava querendo ver, mas eu não consegui. Acho que ela é bem pequena, que nem um vagalume ou um espermatozóide".
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Birra
A Lala fez birra hoje de manhã para comer e se trocar para a escola porque queria ficar brincando na vizinha, a Luisa. Daí a Zena me ligou para eu tentar resolver a parada.
"Dona Luciana, a Lala não quer se trocar e está chorando muito".
"É mesmo Zena? Fala para ela que não tem problema. Ela não se troca, mas também não precisa ir para a escola. Mas também não vai na Luisa e não vai ver TV. Diga para ela não se preocupar. Tá tudo certo."
Nisso a Zena avisa que o Santiago queria falar comigo. Ele vem, conta que comeu tudo direitinho, eu elogio e daí ele fala:
"Mãe, a Lala tá com uma cara!", falando bem pausado. Morri de rir do jeito dele.
Pouco depois liguei e pedi para falar com a Lala, que estava trocada.
"E aí filha, o que aconteceu?"
"É que eu queria brincar na Luisa"
"Mas voce sabe que tem que voltar para se arrumar e ir para a escola, não é?"
"É"
"Então não adianta fazer birra. Porque se fizer birra não brinca lá no outro dia, entendeu?"
"Sim".
Alguns minutos depois liguei e os dois já tinham ido para escola com a perua. Segundo a Zena, assim que ela contou que eu disse que estava tudo ok e que não precisava ir para a escola, ela correu se trocar.
"Dona Luciana, a Lala não quer se trocar e está chorando muito".
"É mesmo Zena? Fala para ela que não tem problema. Ela não se troca, mas também não precisa ir para a escola. Mas também não vai na Luisa e não vai ver TV. Diga para ela não se preocupar. Tá tudo certo."
Nisso a Zena avisa que o Santiago queria falar comigo. Ele vem, conta que comeu tudo direitinho, eu elogio e daí ele fala:
"Mãe, a Lala tá com uma cara!", falando bem pausado. Morri de rir do jeito dele.
Pouco depois liguei e pedi para falar com a Lala, que estava trocada.
"E aí filha, o que aconteceu?"
"É que eu queria brincar na Luisa"
"Mas voce sabe que tem que voltar para se arrumar e ir para a escola, não é?"
"É"
"Então não adianta fazer birra. Porque se fizer birra não brinca lá no outro dia, entendeu?"
"Sim".
Alguns minutos depois liguei e os dois já tinham ido para escola com a perua. Segundo a Zena, assim que ela contou que eu disse que estava tudo ok e que não precisava ir para a escola, ela correu se trocar.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Os ídolos
Curtas
Lala: mamãe, tô brava com a Lilica.
Mãe: Tá brava filha? Por que? Voces não são amigas?
Lala: Sim, ela é minha amiga e ela é "bonzinha", mas hoje ela foi muito "mal elegante" comigo.
Mãe: É mesmo? E o que ela fez?
Lala: Ela ficou pedindo pra eu sair da frente dela, mas eu não estava atrapalhando porque eu estava agachada e não em pé...
Outra da Lala:
-Mãe, a teacher Mari perguntou hoje porque eu estava chorando. Daí eu disse que era assim mesmo, que meu olho "lacrimava". Eu falei: Teacher, eu já nasci com lágrimas!
Mãe: Tá brava filha? Por que? Voces não são amigas?
Lala: Sim, ela é minha amiga e ela é "bonzinha", mas hoje ela foi muito "mal elegante" comigo.
Mãe: É mesmo? E o que ela fez?
Lala: Ela ficou pedindo pra eu sair da frente dela, mas eu não estava atrapalhando porque eu estava agachada e não em pé...
Outra da Lala:
-Mãe, a teacher Mari perguntou hoje porque eu estava chorando. Daí eu disse que era assim mesmo, que meu olho "lacrimava". Eu falei: Teacher, eu já nasci com lágrimas!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Como nascem os bebês ou a saga do "Esprematozóide"
Quando eu era pequena minha mãe e minha tia me contaram que para engravidar a gente tinha que comer uma semente de melancia e sinceramente não me lembro até que idade acreditei nisso. Só sei que demorou bastante para saber a verdade nua e crua. Não se falava tão abertamente sobre isso em casa e não se falava tampouco nas escolas.
Imaginei que quando Lala e Santi estivessem com uns 6 anos iriam começar a aprender a respeito e também a perguntar.
Mas as sondagens começaram há alguns meses, quando Lala perguntou sobre como ela e Santi tinham nascido. Eu disse que tinha sido pela minha barriga. Um pouco depois, ela vem me falando meio de canto: "Mas mamãe, eu sei que os bebês também nascem pela perereca".
Esta semana ela foi além:
"Mãe, sabe que os bebês nascem pela perereca e quando a perereca não abre eles nascem pela barriga? E ás vezes, o cordão umbilical, que leva comida para os bebês, enrola no pescoço do bebê e daí ele tem que nascer pela barriga.E ás vezes nascem antes da hora e tem que ficar numa coisa de vidro"
"Chama incubadora filha. Voce e o Santi nasceram antes da hora, mas nasceram grandes e só tiveram que ficar dois dias na incubadora".
Pouco depois veio o Santi:
"Mamãe, sabe o que são esprematozóides (sic)? São bichinhos que nadam até o ovo da mulher. Tem um monte de bichinhos, mas só um consegue entrar no ovo. Daí começa a formar o bebê que fica do tamanho de uma semente e depois do tamanho de uma maçã e depois cresce e fica desse tamanho...(e mostrou com as mãos). E ás vezes quando nasce o bebê fica num caixão de vidro, que nem a Branca de Neve".
"Não filho, não é caixão, é incubadora. E é parecido com uma caixa que é como um berço de virdro onde o bebê fica. Não é como o da Branca de Neve não".
Imaginei que quando Lala e Santi estivessem com uns 6 anos iriam começar a aprender a respeito e também a perguntar.
Mas as sondagens começaram há alguns meses, quando Lala perguntou sobre como ela e Santi tinham nascido. Eu disse que tinha sido pela minha barriga. Um pouco depois, ela vem me falando meio de canto: "Mas mamãe, eu sei que os bebês também nascem pela perereca".
Esta semana ela foi além:
"Mãe, sabe que os bebês nascem pela perereca e quando a perereca não abre eles nascem pela barriga? E ás vezes, o cordão umbilical, que leva comida para os bebês, enrola no pescoço do bebê e daí ele tem que nascer pela barriga.E ás vezes nascem antes da hora e tem que ficar numa coisa de vidro"
"Chama incubadora filha. Voce e o Santi nasceram antes da hora, mas nasceram grandes e só tiveram que ficar dois dias na incubadora".
Pouco depois veio o Santi:
"Mamãe, sabe o que são esprematozóides (sic)? São bichinhos que nadam até o ovo da mulher. Tem um monte de bichinhos, mas só um consegue entrar no ovo. Daí começa a formar o bebê que fica do tamanho de uma semente e depois do tamanho de uma maçã e depois cresce e fica desse tamanho...(e mostrou com as mãos). E ás vezes quando nasce o bebê fica num caixão de vidro, que nem a Branca de Neve".
"Não filho, não é caixão, é incubadora. E é parecido com uma caixa que é como um berço de virdro onde o bebê fica. Não é como o da Branca de Neve não".
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Colocar limites
há alguns meses, mais entre abril e junho, Santiago andou desobediente. Era o do contra. E ficou de castigo várias vezes. Ele claramente estava testando os limites e eu fiz questão de mostrar para ele que os limites existem sim e levou algumas semanas para ele percebeu que ele devia mudar de postura. Que desobedecer, enfrentar com cara de mau não adianta. Quase todos os dias ele ficava alguns minutos de castigo na escada. Em junho, vó Lila veio ao Brasil e queria levar Lala e Santi em uma loja para escolher brinquedos. Santiago tinha dado um trabalhão para Zena numa manhã, pra comer, para se trocar, para tudo. Aliás, PÁRA TUDO! Avisei para ele que era para colaborar. Ele nem ligou. Avisei que então não teria presentes. Acho que daí ele ligou, pois coincidentemente teve uma mudança significativa desde então. Não ganhou brinquedo naquela semana, mas se comportou e ganhou na seguinte. A Lala não quis ganhar os dela até que o irmão tb pudesse escolher os dele. O Santi ficou super de boa. Depois de voltarem de Portugal, em julho, passado aquele primeiro momento, ele teve de novo uns comportamentos mal-criados de dizer que não ia fazer o que eu pedia, de mostrar a lingua, de dizer que não ia para a escada. Mas foi para o castigo sim. E depois conversei com ele e disse que ele podia escolher em ser bacana ou sem educação, inclusive com a irmã, em que vira e mexe dava uns petelecos. Ele optou em ser bacana, como sempre foi. Santiago está realmente muito comportado e mais tranquilo.
Mas daí, ainda de férias em julho, Lala queria ir todo dia brincar com a vizinha. Até aí tudo bem. O problema é que quando a Zena chamava para almoçar ela nao queria. E depois que as aulas recomeçaram o trabalho continuo grande. Um dia depois de dar baile na Zena, eu pedi para falar com ela pelo telefone. Ela não quis. Depois atendeu e desligou o telefone na minha cara. Eu liguei de novo e avisei que não tinha problema. Ela não iria na escola se nao quisesse, mas não iria colocar o nariz na rua. E que de qualquer modo, quando chegasse iriamos conversar. Ela foi para a escola e quando fui busca-los à tarde, Lala estava um mel. Também fiquei super normal. Mas pouco depois avisei que conversaríamos depois do banho e do jantar. E então disse que a atitude dela nao tinha sido legal, que deu trabalhão para Zena, que me desobedeu e que no dia seguinte ela nao iria brincar com a vizinha Luiza e nem a Luiza viria em casa. Ela entendeu e desde então vem para casa quando chega a hora, sem chorar ou dar canseira.
Canseira é a nossa que temos que repetir várias coisas, várias vezes todos os dias. Mas é assim mesmo. É como um mantra. Temos que falar, repetir até que eles absorvam a informação. O que não dá é pra deixar pra lá, deixar eles reinarem absolutos. Se esperamos que nossos filhos sejam no mínimo pessoas educadas, gentis e adultos que sabem conviver com o fato de serem contriados ou não ter o que querem na hora que querem, é preciso insistir agora. E mostrar que independemente de qualquer limite ou castigo eles são super amados, que estão do lado deles sempre. Porque tb não é bacana uma pessoa toda insegura, que não sabe decidir nada, que só obedece, que nunca questiona.
Enfim, é um trabalho árduo, mas recompensador. E Lala e Santi são mesmo muito amorosos, gentis....tenho imenso orgulho deles. E infinito amor!
Mas daí, ainda de férias em julho, Lala queria ir todo dia brincar com a vizinha. Até aí tudo bem. O problema é que quando a Zena chamava para almoçar ela nao queria. E depois que as aulas recomeçaram o trabalho continuo grande. Um dia depois de dar baile na Zena, eu pedi para falar com ela pelo telefone. Ela não quis. Depois atendeu e desligou o telefone na minha cara. Eu liguei de novo e avisei que não tinha problema. Ela não iria na escola se nao quisesse, mas não iria colocar o nariz na rua. E que de qualquer modo, quando chegasse iriamos conversar. Ela foi para a escola e quando fui busca-los à tarde, Lala estava um mel. Também fiquei super normal. Mas pouco depois avisei que conversaríamos depois do banho e do jantar. E então disse que a atitude dela nao tinha sido legal, que deu trabalhão para Zena, que me desobedeu e que no dia seguinte ela nao iria brincar com a vizinha Luiza e nem a Luiza viria em casa. Ela entendeu e desde então vem para casa quando chega a hora, sem chorar ou dar canseira.
Canseira é a nossa que temos que repetir várias coisas, várias vezes todos os dias. Mas é assim mesmo. É como um mantra. Temos que falar, repetir até que eles absorvam a informação. O que não dá é pra deixar pra lá, deixar eles reinarem absolutos. Se esperamos que nossos filhos sejam no mínimo pessoas educadas, gentis e adultos que sabem conviver com o fato de serem contriados ou não ter o que querem na hora que querem, é preciso insistir agora. E mostrar que independemente de qualquer limite ou castigo eles são super amados, que estão do lado deles sempre. Porque tb não é bacana uma pessoa toda insegura, que não sabe decidir nada, que só obedece, que nunca questiona.
Enfim, é um trabalho árduo, mas recompensador. E Lala e Santi são mesmo muito amorosos, gentis....tenho imenso orgulho deles. E infinito amor!
O que significa ficar tanto tempo sem postar? que não aconteceu nada desde então? que Lala e Santi ficaram adultos, tiveram filhos e fui me dedicar ao Vovó Lux? ou simplesmente não andava inspirada?
É, não andava inspirada para escrever no blog. Minha atenção estava voltada para outras coisas.
Mas acho que algumas passagens merecem ser relembradas aqui...desde abril...
É, não andava inspirada para escrever no blog. Minha atenção estava voltada para outras coisas.
Mas acho que algumas passagens merecem ser relembradas aqui...desde abril...
terça-feira, 28 de abril de 2009
A flor
Pede-se a uma criança: Desenha uma flor!
Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas.
Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas.
Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!
(Almada Negreiros)
Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas.
Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas.
Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!
(Almada Negreiros)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Os Saltimbancos
Laura: Mamãe, põe o filme o "Os Saltimbancos, os Bobalhões?"
Mamãe: Os Saltimbancos TRAPALHÕES, filha?
Laura rindo: É.
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Santi: Mãe, cadê o auauau, iaió?
Mamãe: A música dos bichos filho? Vai começar daqui a pouquinho...
Mamãe: Os Saltimbancos TRAPALHÕES, filha?
Laura rindo: É.
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Santi: Mãe, cadê o auauau, iaió?
Mamãe: A música dos bichos filho? Vai começar daqui a pouquinho...
terça-feira, 14 de abril de 2009
A saudade sentida por cada um
Hoje fui tentar expressar para Lala e Santi o quanto sentiu saudades deles durante o feriado, pois eu e tia Alice viajamos para ver o tio João e tia Tati em Salvador e eles ficaram com papai Tony.
Mamãe: Sabe, eu fiquei com tanta saudade, tanta saudade de voces dois, que meu coração até doeu, ficou bem apertadinho...
Santi: E o meu coração ficou batendo assim "tum tum tum" de tanta saudade
Lala: E minha barriga também ficou fazendo barulho de saudades...
Mamãe: A barriga Lala? Por acaso a mamãe é comida para voce sentir saudades pela barriga?
Mamãe: Sabe, eu fiquei com tanta saudade, tanta saudade de voces dois, que meu coração até doeu, ficou bem apertadinho...
Santi: E o meu coração ficou batendo assim "tum tum tum" de tanta saudade
Lala: E minha barriga também ficou fazendo barulho de saudades...
Mamãe: A barriga Lala? Por acaso a mamãe é comida para voce sentir saudades pela barriga?
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